DIA 18Tenho de apresentar queixa no tribunal internacional dos direitos dos cronistas. A carteira anda nitidamente a querer brincar. O destino? Querem substantivo mais debatido em Portugal? Quantas t...
Num jantar social, dos raros a que vou, e que guardo na memória com gosto, fui encaixado entre duas jovens senhoras. Sabendo eu que o anfitrião, todo ele protocolar e palaciano, não dá ponto sem nó, ...
Detesto o facto mundano de as mulheres adoptarem e usarem os apelidos dos maridos (mais um mau hábito introduzido pelo Liberalismo em meados do século XIX), na medida em essa prática corriqueira me t...
Recebo um mail proveniente de alguém que, aparentemente, não conheço. De seguida, atendo um telefonema indignado: «— Então?!... Não me ligas nenhuma!». Reconheço-a pela voz. Esta velha amiga tem...
Nada tenho contra os ignorantes, mas sinto desprezo — por esses sim! — pelos que fingem saber e se recusam a aprender.
Nada tenho contra os que pensam de uma forma diferente da minha, mas repugnam-me — esses sim! — os que não têm ideias próprias.
João Marchante - Arte | Vídeo | Fotografia
Mais do que a partilha de recordações únicas, o que une os verdadeiros amigos é a partilha de um sentido de humor inacessível aos demais.
Considero a ironia como a mais elevada forma de humor. Infelizmente, esta arte é quase totalmente estranha ao português médio dos dias de hoje, o qual só solta o riso com larachas brejeiras...
Se, por um lado, acredito na Arte que serena e tranquiliza, por outro, sou todo do lado da Arte que fascina desassossegando. Terrível família estética esta, à qual pertenço, em que o Belo não é o bon...
Os jornais mostram o efémero e os livros guardam o eterno.
DIA 17Não sei porquê, mas hoje pareceu-me que a carteira deixou que encontrasse o tema mais facilmente, enquanto disfarçava um sorriso entre o desdenhoso e o trocista. Deve ter-me achado inapta. Está...
Nunca tive pachorra para a chamada «música de fusão», a qual sempre me pareceu uma mixórdia sem qualquer personalidade. Lembra-me sempre aquelas pessoas que só bebem cocktails e que nunca terão o pra...
Manuel da Maia riscou a Lisboa do século XVIII, Ressano Garcia traçou a Lisboa do século XIX, Duarte Pacheco fez a Lisboa do século XX. Quem desenhará a Lisboa do século XXI?
Na televisão estão sempre os mesmos a falar sobre todos os assuntos e mais alguns. Na blogosfera os autores só tratam temas que dominam. Por estas e por outras já faltou mais para as pessoas tro...
Para compreender os sinistros tempos que vivemos actualmente neste desgraçado País é necessário conhecer o nosso século XIX, pois reside aí a raiz de todo o mal público, que não do cultural. Vem...
Convido todos os leitores do Eternas Saudades do Futuro a porem nos seus favoritos o meu website que está a ser construído pela Oficina do Site.
DIA 16A carteira manteve-se fechada toda a semana. Não me deixava procurar nem dizia uma palavra. Andava eu já desesperada, porque afinal a crónica é dela, mas sou utilizada abusivamente neste proces...
Por manifesta falta de tempo, e também de ausência de pachorra para a coisa, e ainda de enjôo provocado pela mesma, «suspendi temporariamente» (é assim que se diz em linguagem oficial do meio) a minh...
Deleito-me com o visionamento de filmes publicitários. Fazem-me lembrar os bons velhos tempos do Cinema Mudo, com a sua sintética e simbólica linguagem de imagens em movimento, sem andar a reboq...
Quando quero conhecer a opinião de alguma figura pública leio-a directamente no seu site ou blogue e dispenso o irritante e triste espectáculo dado pelos jornalistas a fazerem-lhe...
DIA 15A carteira acusou o toque e percebeu que não posso estar constantemente a nadar em águas mesmo que vagamente políticas. Não é mesmo nada bom para a saúde. Assim, passou-me outra coisa corriquei...
Leio, desalmadamente, Fialho de Almeida.
Nada existe de mais inspirador para a escrita do que a audição de música instrumental.
Nada existe de mais inspirador para a criação de imagens do que a audição de música instrumental.
DIA 14Não quis acreditar no que a carteira me estendia e rapidamente tentei reparar o estrago, voltando a pôr a mão lá dentro para ver se saía outro tema. Fechou-se secamente, deixando-me angustiada....
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