CASA, UMA PALAVRA REDONDA QUE PODE SER QUENTE
As palavras têm formas e transmitem sensações que vão directas ao CORAÇÃO.
“CASA “é uma palavra redonda, o C de casa não tem arestas é C de calor, os As são de amor e de aconchego e têm a forma de um telhado, e o S é o caminho que nos leva de volta.
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Para mim, uma casa é isso tudo, é também o lugar do encontro total, onde posso ser eu sem máscaras, onde posso criar, dar cor, povoar de cheiros bons saídos da cozinha, ou de um ramo de alecrim posto numa jarra.
De manhã, o cheiro das torradas e café, é o cheiro da casa a acordar. Abrem-se persianas, entra de novo luz, a casa espreguiça-se nos lençóis esticados.
Casa com terraço sobre o Tejo Alojamento Local (decorada por mim)
A casa tem os seus dias. Dias alegres com o sol a inundar cada parede, com as cores mais vivas a vibrar, com ruídos de copos e talheres que confirmam que a casa está de boa saúde, dias tristes, depressivos, não necessariamente os de chuva, mas aqueles onde as portas estão fechadas e a casa enrolada em silêncio e indiferença, como que esquecida ou ignorada.
Casa com terraço sobre o Tejo Alojamento Local (decorada por mim)
Porque, para mim, a casa é isso tudo, acho que é o lugar do mundo, onde cada um pode ser mais feliz e pode ensaiar todas as coisas e atrever-se.
Quando a CASA não é isto, pode chamar-se casa mas nunca será “A CASA”.
Talvez seja por isso que sinto “A CASA” como uma coisa viva, que precisa de mimos e de abraços, e não é segredo para ninguém que me conhece, que uma das minhas paixões é a decoração ou “de coração”.
A minha Casa em Lisboa
A net veio, como em outros domínios, literalmente “abrir-nos as portas” de lugares de sonho, verdadeiras inspirações para a nossa casa.
Troncos de árvores e cadeiras que na loja Kasa custam 30 euros, podem ser o começo de uma boa amizade.
Torre de Palma
Em Portugal e no mundo, a decoração é uma arte transformada em indústria, mas continuo a sentir que decorar uma casa é um acto íntimo.
Como arte que é, decorar é criar livremente, porque gostos, nunca devem discutir-se.
Eu gosto de coisas muito diferentes, uma verdadeira paleta de tendências, cabe nas minhas preferências.
Gosto da singeleza e sofisticação de um cimento afagado. Uma solução inspirada no estilo industrial que qualquer pedreiro competente, pode fazer. É uma solução barata e muito “especial” para quem gosta do género “rústico chic”.
Não confundir com micro cimento uma técnica muito mais complicada e cara que não está ao alcance de qualquer bolsa.
Cimento Afagado / Casa com terraço sobre o Tejo Alojamento Local (decorada por mim)
Gosto muito do estilo industrial, lofts a lembrar fábricas, espaços abertos com cimento, ferro, canalizações à vista, numa recriação, mistura de abandono e conforto.
E gosto muito de paredes “tinta de ardósia” que permitem deixar mensagens, recados, renovar e mudar, como e quando nos apetece e que nos lembram os tempos dos quadros e do giz.
Casa de Lisboa: Quadro de Nádia Joaquim (Lápis sobre papel)
Estas casas de que falo, são casas livres, ancestrais, rupestres, que apelam ao nosso passado nas cavernas, onde em vez de bisontes ou caçadas podemos escrever o que nos vai na alma.
Casa com terraço sobre o Tejo Alojamento Local (decorada por mim)
E depois, uma casa, casa, tem espalhados bocados da alma de quem a habita, objectos de viagens, livros, e mais mensagens porque eu acredito, mesmo, que as casas falam.
Casa de Lisboa (decorada por mim)
A alegria pode ser um bom tema de conversa. Experimentar objectos, ensaiar cor, desalinhar, dar vida e viver com a CASA é uma tarefa sempre inacabada ao alcance de todos, mãos à obra!
(A Cin tem tinta de ardósia que pode aplicar-se sobre azulejo, a Kasa tem cadeiras que podem ser encomendadas on line e dar aquele toque. Uma porta velha pode mudar a cabeceira de uma cama)
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