FAZER A PONTE
Caminhos improváveis e novos que nos levam mais depressa onde queremos estar…
É uma expressão em voga. Fazer a ponte é estabelecer ligações entre margens físicas ou ideológicas, fazer a ponte é aproximar.
No dia a dia, fazer a ponte entre Lisboa e a margem sul pode ser a maior dor de cabeça, nas horas de ponta, as margens afastam-se, amplia-se a distância.
É assim a nossa vida, cheia de horas de ponta, onde muitas vezes o que queremos ligar se desliga. Queremos a família ligada, os amigos ligados, queremos amar e receber amor, mas as horas de ponta estão lá para estragar tudo.
Porque chegamos a casa tarde, porque não há tempo para os amigos, porque ao fim do dia nos sentimos sozinhos e desligados e foi só mais um dia…
Será que podemos trocar as voltas a estes engarrafamentos da nossa alma?
Talvez se procurarmos alternativas, dermos tempo ao que é realmente importante, mesmo que tenhamos de fazer a ponte por caminhos improváveis e novos que nos levam mais depressa onde queremos estar.
Será que é possível trocar as voltas aos engarrafamentos
DA NOSSA ALMA E FAZER A PONTE POR CAMINHOS NOVOS?
Precisamos de ousadia para mudar o que nos leva para longe de nós e dos outros. Mandar flores, telefonar sem razão, abraçar só porque sim, sorrir porque é tão fácil, abrir o coração sem medos só porque é bom ….
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