Reorganização da minha rotina – Inverno 2020
Uma das coisas que eu
Apesar de eu gostar do clima frio, aprendi que, para o meu biotipo, ele afeta enormemente, podendo gerar desequilíbrios intensos. A chegada do inverno, então, requer bastante atenção. Desequilíbrio de vata, que todos podem ter, mas ainda mais quem tem esse dosha dominante, leva a vários problemas, inclusive crises de ansiedade. Por isso, é muito importante prestar atenção nessa rotina de autocuidado que envolve uma série de coisas, que quero descrever neste post.
O quão feliz fico por poder me envolver em um sistema de saúde e autocura que permita que eu me perceba e ajude também a minha família, amigos e pessoas próximas. <3
“Ser ou não ser não é exatamente a questão. A questão é: que tipo de FAZER está mais alinhado com esse meu SER?” – David Allen
O primeiro aspecto é sempre o sono. Minha nossa, como ele está desequilibrado nessa quarentena. Estou há mais de 100 dias em casa e até agora não consegui chegar em um formato ideal, mesmo focando nisso diariamente. Tem dias que durmo cedo bem e acordo disposta no dia seguinte, enquanto tenho dias em que não consigo pegar no sono cedo e isso se arrasta para o outro dia, quando acordo mais tarde. Muitas vezes, quando vou para a cama cedo, mesmo estando com sono, eu pego no sono e acordo um pouco depois sem sono algum, agitada. Ou, se passo muito do horário de ir para a cama, aí parece que um farol se acende na minha cabeça e eu só consigo dormir bem, bem depois. Então essa bagunça de horários influencia demais no meu bem-estar. Porque, de modo geral, antes da quarentena etc etc, me fazia bem dormir cedo e acordar muito cedo, mas agora as coisas mudaram e eu me sinto melhor dormindo mais tarde e acordando mais tarde. Só que isso influencia no meu dia como um todo, porque muitos aspectos da minha rotina eram direcionados pelo período do dia – coisas que eu prefiro fazer pela manhã etc. O meu “normal” é sempre fazer minhas coisas com concentração antes de o mundo lembrar que eu existo, então ainda não me acostumei com essa nova realidade. É tempo de adaptar!
Ao mesmo tempo, já venho tomando algumas providências, como ter um momento de “check-in” diário. Isso me ajuda enormemente pois, assim que acordo, eu já vejo se tem algo mais urgente e dou um encaminhamento, nem que seja para avisar a pessoa que vou demorar um pouco para responder. Isso me permite levantar, fazer a minha rotina de autocuidado, me organizar, começar o dia com mais calma.
Além disso, o filhote está tendo aulas de manhã (virtuais, claro), então meu marido e eu nos alternamos com os cuidados com o café-da-manhã, lanchinhos, resolução de problemas na conexão, preparo de almoço e todas essas atividades relacionadas a ele.
O que quero dizer então é que, no inverno, quero focar ainda mais em ter uma boa noite de sono, e talvez aceitar o meu novo horário como normal (dormir e acordar mais tarde) para ver como me sinto no dia a dia, sempre respeitando a quantidade de horas apropriada de sono, que no frio é maior. No calor, se eu dormir entre 6h30 e 7h30 eu fico bem, mas no frio eu preciso dormir mais, coisa de 9h a 10h (sinceramente, mas vou testar no novo horário).
Bom, vamos para o segundo ponto, que ainda tem relação ao primeiro, que é: me manter aquecida. Usar roupas quentinhas e confortáveis, roupa de cama quente, toucas, pashminas e cachecóis ao longo do dia, meias, não tomar banho de noite (se possível e, se tomar, nunca lavar o cabelo), não andar descalsa, não beber líquidos gelados, evitar alimentos crus, beber água em temperatura ambiente durante o dia e chá à noite, cozinhar os vegetais, fazer escalda pés, auto-massagem com óleos quentes (gergelim), e por aí vai. Tudo isso são coisas que eu não fazia antes e que fui acrescentando à minha vida à medida que fui me conhecendo e aprendendo sobre as boas práticas do que me faz bem.
Eu também tenho encarado o inverno como uma época de introspecção. De olhar para dentro, ler livros de auto-conhecimento, escrever no meu diário, intensificar minhas meditações, praticar yoga ao longo do dia para uma percepção melhor (e aquecimento) do meu corpo, contemplar o crepúsculo, ficar em silêncio, tocar violão, ouvir música, ler, assistir filmes, entoar mantras. Não apenas pelo momento que o mundo está vivendo, mas em respeito ao meu corpo e mente mesmo. Tem sido bom alinhar dessa maneira.
Minha rotina de trabalho então tem se adequado a tudo isso, e estou nesse processo de adequação exatamente. Como levanto mais tarde, não posso fazer blocos grandes de deep work pela manhã – preciso “me abrir” para o mundo mais cedo, respondendo e-mails e conversas. Mas consigo fazer um deep work logo no início da noite, sem levar o trabalho a tanto tempo adiante. Mas realmente ainda estou me adaptando. De modo geral, procurando trabalhar menos horas e focando em atividades mais importantes. Vivendo o momento, porque tenho projetos que me demandam mais em algum momento e menos em outros. O Bullet Journal tem me ajudado bastante no dia a dia, para esse registro, e o sistema organizado dentro do método GTD me ajuda a ter controle das informações que preciso consultar nos momentos apropriados, assim como ter reflexões significativas sobre a minha vida.
Para ser bem sincera, é óbvio e claro que não está fácil para ninguém nesse momento, mas tenho a consciência de que é temporário, que vai passar, vamos superar, e ter essa perspectiva me ajuda a viver todos os dias também, mesmo os mais difíceis.
É aquilo: o que constrói uma boa vida são os bons hábitos. O foco sempre deve estar neles.